Canis brasileiros criam novas raças de cães

A reportagem é da TV Folha e fala do cruzamento entre raças diferentes e seleção genética. Assistam:



Se pensarmos na ideia de melhoramento genético dessas raças, a atitude desses criadores é válida e bem vinda. Mas quando pessoas cruzam raças diferentes apenas para obter um animal diferente ou testar o resultado, considero uma atitude irresponsável. A seleção genética em raças que têm problemas congênitos e hereditários é importante.

Não sou totalmente contra a criação de animais de raça, desde que o canil/gatil seja idôneo. Defendo a tese de que esses animais deveriam ser vendidos castrados, para evitar que pessoas adquiram os animais com o propósito da reprodução. Lembrando também da importância do pedigree, que pode evitar o cruzamento de animais consanguíneos. E vocês, o que acham?

Via Folha

Agricultor cria vodka feita de leite puro


Agora acabou aquela velha história de que quem não aguenta, bebe leite! O britânico Jason Barber criou a Pure Milk Vodka. A Black Cow é produzida apenas do leite, tirado em sua propriedade em Dorset, na Inglaterra. O soro do leite é fermentado com uma cerveja e depois destilado para se obter a bebida alcoólica. A ideia de criar a bebida veio do próprio Jason, que queria diversificar a produção do seu rebanho e pelo seu interesse pessoal em vodka. O leite usado no preparo da vodka é o mesmo leite usado na fabricação do queijo cheddar em seu laticínio.

Bom Sr. Barber, caso queira nos mandar alguma garrafa para degustação, ficaremos muito agradecidos... E bêbados! Mais informações sobre essa belezinha no site da Black Cow.

Via Milk Point

Cães e bebês se dão bem


Junte um bebê com um cachorro e veja no que dá! Acima, uma compilação de vários vídeos com interações entre cães e bebês. É muita risada pra muita fofura, kkkk. Abaixo, tem outros vídeos completos, no mesmo estilo. Destaque pro Husky imitando o bebê, ou o bebê imitando o Husky, sei lá... Assistam!!!











Berne ou Bicheira? Qual a diferença?

Olá leitores do blog, meu nome é Emilli, sou formada em Biologia pela Universidade Federal de Alfenas e uma amante incondicional de animais, como durante a faculdade eu me direcionei para a área de parasitologia, vou escrever sobre o assunto aqui no Lar da Veterinária, espero que gostem.

As miíases, popularmente conhecidas como Berne e Bicheira são infestações causadas pelas larvas de moscas, principalmente as da família Calliphoridae, ou popularmente, moscas varejeiras. Dentre as varejeiras existem aquelas cujas larvas se alimentam de tecido morto em decomposição e aquelas que são parasitas obrigatórias, ou seja, se alimentam de tecido vivo.

A mosca varejeira americana - Cochliomya hominivorax - é a causadora da bicheira. Elas são pequenas, possuem entre 8 e 10 mm e tem uma coloração metálica de uma tonalidade verde azulada. A fêmea deposita em feridas abertas não infectadas cerca de 200 ovos, que eclodem após um dia, as larvas alimentam-se de carne e dentre 5 a 7 dias elas deixam o hospedeiro e enterram-se para pupar (mudança de estágio de vida).


Cochliomyia hominivorax

A mosca berneira Dermatobia hominis é uma mosca robusta com cerca de 12 mm e também pode ser reconhecida pela sua coloração metálica de tonalidade azulada. Diferentemente da mosca varejeira, não deposita seus ovos no parasita. Ela se utiliza de insetos vetores para isso, como por exemplo, a mosca doméstica. A D. homonis deposita seus ovos no abdome dos vetores, que ao pousarem sobre um hospedeiro (bovinos, caninos e até mesmo o ser humano) deixam algumas larvas sobre a pele, o calor emanado pela pele faz com que as larvas eclodam e penetrem na pele, elas podem ficar no hospedeiro por até 3 meses.


Dermatobia hominis

Essas infestações, dependendo da gravidade e do estado de saúde do animal, podem evoluir até ao óbito, pois além da infecção causada pela própria larva, o local fica aberto e pré disposto a infecções bacterianas secundárias. Por esse motivo é tão importante o cuidado dessa enfermidade por profissionais qualificados, que além de retirar os parasitas, irão tratar possíveis infecções existentes no local da lesão.

O berne e a bicheira são as miíases mais conhecidas, porém existem muitas outras famílias de artrópodes que são parasitas obrigatórios no seu período larval e que atingem além do tecido cutâneo, o trato respiratório e também gastrointestinal.

Uso indiscriminado de matabicheira pode causar intoxicação em cães e gatos


Conhecido como matabicheira, esse tipo de medicamento deve ser usado somente em grandes animais. (Foto: Gerson Sobreira)

É muito normal na rotina clínica nos depararmos com a seguinte afirmação de proprietários "- Estou curando com 'matabicheira' (ou outros nomes comerciais)". Geralmente, as pessoas usam o spray para tratar feridas e muito comumente, as miíases (bicheiras). Pensando estar fazendo um bem ao animal, ela pode estar intoxicando seu cachorro ou gato. É que a maioria desses sprays é a base de organofosforado, que em dose alta, é tóxico para animais.

Muitos carrapaticidas, bernicidas e repelentes de insetos para grandes animais tem como base os organofosforados. Mesmo sendo indicados para esses animais, eles podem causar intoxicação nesses animais também. Casos frequentes de intoxicação são relatados em bezerros e animais neonatos, como relatado no trabalho de Dalto et al., (2011). As principais bases organofosforadas utilizadas nesses produtos são o Diclorvós (DDVP) e Clorpirifós. Essas substâncias agem inibindo as acetilcolinesterases, interferindo nas sinapses do sistema nervoso. Os principais sintomas de intoxicação são salivação intensa, fraqueza muscular, miose não responsiva a luz, aumento do peristaltismo intestinal, dificuldade respiratória e sudorese. Em casos graves o animal pode morrer por insuficiência respiratória, já que as substâncias causam paralisia flácida e o animal não consegue respirar.

A cor roxa dos sprays é dada pela Violeta de Genciana, que tem poder antisséptico e antimicótico. Existem também os sprays prata, que tem essa cor devido a presença de Alumínio em sua composição. Alguns também contém componentes organofosforados, além de Sulfadiazina de Prata. Nas embalagens dos sprays há a indicação do uso do medicamento apenas para bovinos, caprinos, ovinos, suínos e em alguns casos para equinos.

Além de alguns não serem indicados para pequenos animais, eles são usados diretamente nos ferimentos, o que aumenta ainda mais a absorção desses compostos. Em casos de intoxicação por organofosforados o sucesso da terapêutica depende muito da dose intoxicante, estado geral do animal e o tempo entre o início dos sintomas e os primeiros cuidados veterinários. A terapêutica consiste em aplicação do antídoto, eliminação do agente e tratamento suporte do animal. Agora vocês já sabem né, nada de "curar" seu animalzinho com spray.

Artigos complementares

O fim dos biofilmes ultrarresistentes. Será?

Olá pessoal, sou autora do blog Micro&Epi e esta é minha primeira postagem no Lar da Veterinária! Fui convidada a participar há algumas semanas e fiquei pensando: o que escrever, já que o público é tão amplo? Bem, como sou professora e minha área mor é epidemiologia e doenças infecciosas, queria algo bem bacana para o blog e agora mesmo um ex-aluno me mandou via Facebook esta solução revolucionária para os biofilmes. Achei o tema!!

Conforme publicado online pela Revista Galileu (link aqui), a IBM desenvolveu um medicamento capaz de literalmente dissolver biofilmes em indivíduos in vivo. Este medicamento é o "hidrogel antimicrobiano" (antimicrobial hydrogel) e é utilizado via intravenosa, sendo ativado com a temperatura do organismo. Tem propriedade biodegradável e, de acordo com a IBM, não é tóxico. Conforme a revista, "a principal aplicação do gel seria para evitar infecções hospitalares. Biofilmes se formam em cateteres rapidamente, por exemplo. Um cateter tratado com o gel reduz o risco de infecções."

Eu, particularmente, fiquei pensando sobre como é que este hidrogel termoativado agiria sobre nossos biofilmes naturais, como a microbiota intestinal ou mesmo da pele, boca... haverá destruição de nossa microbiota??

Ainda que seja ativado com a temperatura, seria interessante investigar o comportamento desse produto sobre metais, seria a arma mais revolucionária contra os biofilmes de encanamentos das ordenhas e laticínios, biofilmes dos metais de frigoríficos e abatedouros (a solução para os chillers?!) e, obviamente, sobre os metais cirúrgicos como instrumentais e mesas. Será que o hidrogel da IBM pode ser um maravilhoso desinfetante?? Vamos acompanhando. E você, o que acha disso???

P.S.: Não sabe o que é biofilme?? Segue alguns links para você saber ou relembrar do que se trata:
Abaixo, o video institucional da IBM (em inglês) explicando esta arma revolucionária na guerra contra as bactérias multirresistentes:

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